Acredita-se que a biodiversidade angolana seja uma das mais importantes da África e do mundo. Dados da União Interministerial para a Conservação da Natureza indicam que cerca de cinco mil espécies de plantas existem em Angola, onde mil e duzentas são endémicas, o que torna Angola no segundo país africano mais rico em plantas endémicas.

Angola vai se afirmando cada vez mais a nível mundial, pelo que as autoridades competentes têm estado a implementar políticas concretas relativamente à conservação, preservação e uso sustentável dos recursos biológicos que o país dispõe.

Desde 1992 que existe a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), um tratado da Organização das Nações Unidas responsável pelas políticas de actuação dos países, relacionadas com a biodiversidade.

A CDB tem como objectivos a conservação da biodiversidade, o uso sustentável das componentes da biodiversidade e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos.

Para que os países tomem decisões sobre a conservação e protecção da biodiversidade e, principalmente, os compromissos firmados para cumprir os objectivos, existe a Conferência das Partes (COP), que é o órgão supremo e decisório no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica.

Sabemos que na Natureza todas as formas de vida desempenham funções importantes que contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas, cuja manutenção e regulação desses equilíbrios explica, por si só, a importância da biodiversidade.

O país abriga ecossistemas únicos e espécies emblemáticas, sendo que, na fauna, temos a destacar a Palanca-Negra-Gigante como um verdadeiro ícone nacional e, na flora, a Welwitschia Mirabilis, uma planta que desafia o tempo com a sua resiliência no deserto do Namibe.

Estas riquezas angolanas e patrimónios da Humanidade têm um valor incalculável para o equilíbrio ambiental do planeta. A localização geográfica do nosso país também nos confere um papel estratégico nas rotas migratórias de espécies importantes, como os elefantes africanos e diversas aves aquáticas que dependem das nossas florestas, rios e zonas húmidas para sobreviver.

Somos um ponto de passagem, de refúgio e de renovação para muitas espécies que percorrem vastas distâncias entre continentes, sendo fundamental o asseguramento da continuidade dos ciclos ecológicos.

O Governo angolano tem dedicado esforços para a melhoria da conservação e protecção da biodiversidade. O Ministério do Ambiente, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com financiamento do Fundo Global para o Ambiente, iniciou em 2016 a implementação do Projecto de Expansão e Fortalecimento do Sistema de Áreas Protegidas em Angola, com o objectivo de melhorar a gestão do sistema de áreas protegidas.

Reforçamos a legislação ambiental, com o decreto presidencial sobre o uso sustentável das áreas de conservação, que garante um equilíbrio entre desenvolvimento económico e preservação ambiental. Todas estas políticas estão alinhadas ao PDN 2023-2027, à Agenda Africana 2063 e Agenda das Nações Unidas 2030.

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