A escalada de hostilidades entre Israel e o Irão atingiu um patamar crítico na semana finda, com ataques militares a escassos quilómetros de centros nucleares sensíveis, situação que motivou um alerta urgente da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre riscos iminentes à saúde pública e ao ambiente.
O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertiu na rede social X que “os ataques a instalações nucleares representam uma ameaça crescente à saúde pública e à segurança ambiental”, apelando a “todas as partes para que exerçam a máxima contenção militar e evitem qualquer acção que possa desencadear incidentes nucleares”.
No sábado, forças iranianas lançaram projécteis contra a região de Dimona, no sul de Israel, onde se localiza um centro de investigação nuclear israelita, em retaliação a um ataque anterior, no mesmo dia, ao complexo nuclear iraniano de Natanz. Ambos os incidentes intensificaram os receios de uma desestabilização regional com consequências globais.
Analistas locais recordam que eventuais perturbações na região do Golfo Pérsico poderão reflectir-se nos mercados energéticos internacionais, com impacto directo nos preços dos combustíveis e na segurança das rotas marítimas que servem o Atlântico Sul.
Além dos confrontos directos, Teerão encerrou temporariamente o Estreito de Ormuz – artéria crucial pelo qual transitam cerca de 20% do petróleo mundial – e lançou ataques contra alvos em bases norte-americanas e infra-estruturas em países vizinhos, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iraque. Incidentes envolvendo projécteis iranianos foram ainda registados em Chipre e Turquia.
Fonte: Lusa
