Mais de 26 mil pessoas, incluindo nacionais e estrangeiros, estão envolvidas na atividade nos municípios dos Gambos, Chipindo, Dongo, Cuvango e Jamba.
A Polícia Nacional identificou, na província da Huíla, 15 pontos de exploração ilegal de diamantes e ouro, com a participação de pelo menos 26 mil garimpeiros, entre cidadãos angolanos e estrangeiros.
A informação foi avançada esta sexta-feira pelo comandante provincial da Polícia Nacional na Huíla, comissário Divaldo Martins, em declarações reproduzidas pela imprensa local.
Municípios mais afetados
Os pontos de garimpo foram localizados principalmente nos municípios dos Gambos, Chipindo, Dongo, Cuvango e Jamba. Segundo o responsável policial, a prática tem registado um crescimento nos últimos tempos, o que tem gerado preocupação às autoridades.
“Neste momento, conseguimos identificar cerca de 15 pontos de garimpo de forma consistente e permanente, com o envolvimento de pelo menos 26 mil pessoas, dentre nacionais e também cidadãos estrangeiros”, afirmou Divaldo Martins.
O comissário sublinhou que a Polícia Nacional vai intensificar as ações de combate ao fenómeno, por considerar que o garimpo ilegal prejudica a economia nacional.
Alerta do ministro Diamantino Azevedo
O garimpo ilegal não é um problema exclusivo da Huíla. Em 2025, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, já havia manifestado preocupação com o aumento desta atividade na Lunda Norte.
Na ocasião, o governante destacou que a situação é agravada pela existência de casas ilegais de compra de diamantes em zonas mineiras e fronteiriças, que efetuam pagamentos em divisas e alimentam redes organizadas de comercialização.
Diamantino Azevedo alertou que o garimpo coloca em risco a soberania nacional, a imagem internacional de Angola e do seu setor diamantífero, além de comprometer a sustentabilidade da indústria mineira.
Fonte: Lusa
