Trinta micro, pequenas e médias empresas angolanas, espalhadas por 17 províncias do país, foram selecionadas para integrar a primeira fase do programa “Mungu” — iniciativa da TotalEnergies, financiada pelo consórcio empreiteiro do Bloco 17, que visa fortalecer a produção nacional em setores estratégicos e reduzir a dependência de bens e serviços importados. A capacitação destas empresas decorrerá até final do ano, num processo conduzido pela Acelera Angola.
As empresas escolhidas atuam em sete áreas consideradas prioritárias para a diversificação da economia nacional: mobilidade e logística (6), tecnologia e telecomunicações (7), construção, energias e engenharias (5), educação (5), agricultura e indústria transformadora (3), marketing e comunicação (2), e hotelaria, restauração e turismo (1). O programa tem como meta geral capacitar 200 MPME até 2029.
Segundo Samora Kitumba, chefe do departamento de Sustentabilidade da TotalEnergies, muitas empresas angolanas já detêm know-how técnico, mas enfrentam barreiras burocráticas e de certificação que as impedem de concorrer em processos de contratação lançados por grandes corporações. “Às vezes, falta apenas um empurrão. Precisam de estar certificadas, licenciadas e munidas dos requisitos legais exigidos — não apenas pelo setor petrolífero, mas também pelo financeiro, seguradoras, transportes e logística”, explicou o responsável em declarações à imprensa.
O programa centra-se precisamente nesse “empurrão”: dotar as MPME de competências técnicas, gestão financeira robusta e conformidade regulatória para apresentarem propostas técnicas e financeiras competitivas. “Queremos que estas empresas estejam equipadas com todos os skills necessários para ombrear com empresas estrangeiras”, sublinhou Kitumba.
Ao concluírem a capacitação, as empresas receberão um selo de certificação “Mungu”, que funcionará como um carimbo de qualidade e prontidão para participarem em concursos públicos e privados de grande escala. A iniciativa insere-se no esforço mais amplo de valorização do conteúdo local — bandeira assumida pelo Executivo angolano para acelerar a substituição de importações e criar emprego sustentável nas comunidades onde as empresas operam.
Fonte: Lusa

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