Ministro José de Lima Massano orienta reunião da Comissão Interministerial do PROPRIV em Luanda, Fevereiro de 2026

O Programa de Privatizações (PROPRIV) foi reduzido de 49 para 10 empresas até 2026, anunciou esta quarta-feira a Comissão Interministerial do programa, em Luanda. A decisão, aprovada em reunião orientada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, concentra os esforços finais em sectores estratégicos como telecomunicações, banca, mineração, aviação e media, excluindo 39 activos da lista inicial.

Reestruturação visa conclusão em sectores vitais

A alteração da carteira do PROPRIV foi analisada durante a 2.ª reunião da Comissão Interministerial, realizada na terça-feira, 24 de Fevereiro. Segundo o coordenador adjunto da Comissão, Ottoniel dos Santos, a nova configuração resulta de uma decisão superior que procura garantir a conclusão dos processos em curso dentro do prazo limite estabelecido.

Entre as 10 empresas que permanecem no programa destacam-se:

  • Unitel (telecomunicações)
  • Standard Bank Angola (banca)
  • Angola Telecom (telecomunicações)
  • ENSA (seguros)
  • TV Zimbo (media)
  • Banco Comercial Angolano (BCA) – recuperado no âmbito do processo de recuperação de activos
  • Indiama (diamantes)
  • Nova Cimangola (cimento)
  • TAAG (aviação)
  • Grupo Média Nova (comunicação social)
  • Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial (ZEE)

Sonangol excluída por complexidade do processo

Ottoniel dos Santos, que é também secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, justificou a exclusão da Sonangol com a complexidade inerente ao processo de abertura de capital em bolsa. “A preparação exige um período de maturação superior ao prazo definido para a conclusão do actual programa”, explicou o governante.

Várias unidades industriais foram retiradas da lista por não constituírem sociedades comerciais, tratando-se apenas de activos físicos como terrenos e armazéns que serão alienados por outras vias.

No sector das pescas, o Executivo anunciou a extinção das empresas Edipescas Luanda e Edipescas Namibe. Já os activos do ramo hoteleiro e turístico foram transferidos para o sector de tutela, para que a alienação ocorra fora do âmbito restrito da Comissão Interministerial.

Incumprimentos contratuais em processo de regularização

Sobre os atrasos nos pagamentos de adjudicatários, Ottoniel dos Santos informou que o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAP) está a trabalhar com os compradores para encontrar mecanismos de compensação de dívidas. A solução passa por permitir que créditos que estes tenham junto do Estado sejam utilizados para regularizar os pagamentos em atraso.

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