A página Joana Clementina, conhecida por suas denúncias contundentes e amplamente divulgadas, trouxe à tona novas alegações que envolvem os Gêmeos da Clé e figuras de destaque no governo angolano, incluindo a Ministra das Finanças, Vera Daves, e seu esposo, César de Sousa. As acusações abrangem práticas que vão desde lavagem de dinheiro até o uso de artistas e seguradoras para fins ilícitos.

A Rede dos Gêmeos

Clésio e Clénio Gomes, conhecidos como os “Gêmeos da Clé”, têm sido apontados como principais operadores de um esquema que mistura negócios, música e política. A fonte sugere que os gêmeos são usados como fachada para lavagem de dinheiro, com apoio direto de políticos e empresários influentes. Os gêmeos são descritos como próximos de figuras governamentais e frequentemente vistos em eventos ligados à seguradora VIVA SEGUROS, cujo PCA seria César de Sousa, marido da ministra.

Música, Drogas e Transporte de Valores

Joana Clementina alega que artistas angolanos, como Yola Semedo e o kudurista Delero King, estão sendo usados para transportar dinheiro e outros materiais ilícitos para Portugal. No passado, o esquema teria contado com a participação do jogador Bastos Kissanga. A facilidade com que esses artistas conseguem vistos para Portugal levanta suspeitas sobre um suposto apoio institucional, facilitado pelas conexões do Grupo Clé.

A Seguradora Viva Seguros

A seguradora VIVA SEGUROS surge como peça central nas denúncias. Segundo Clementina, a empresa, liderada por César de Sousa, estaria diretamente envolvida em operações de lavagem de dinheiro. Recentemente, cantores ligados ao Grupo Clé têm sido promovidos como “rostos da VIVA SEGUROS”, o que, segundo Joana, seria uma estratégia para mascarar atividades ilegais. Além disso, o envolvimento de um corretor de seguros da VIVA SEGUROS no caso de desvio na AGT de 7 bilhões de kwanzas, levanta questões sobre o marido da ministra.

César de Sousa, é também conhecido como negociador da divida pública. Empresário são obrigados a pagar até 40% a ele para verem suas dividas pagas pelo estado, o que coloca preocupações sobre trafico de influência praticado pelo marido da ministra.

Apelo às Autoridades

Joana Clementina faz um apelo direto ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo coragem para investigar as alegações e realizar inspeções. “Basta uma visita básica para descobrir a verdade”, afirmou ela.

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