A Lobito Atlantic Railway (LAR), concessionária do Corredor Ferroviário do Lobito, contou com assessoria jurídica das sociedades VdA e PRIME Advogados na estruturação e negociação de um financiamento de 753 milhões de dólares (cerca de 641 milhões de euros) concedido pela U.S. International Development Finance Corporation (DFC) e pelo Development Bank of Southern Africa (DBSA).

O apoio jurídico à LAR estendeu-se aos promotores do consórcio a portuguesa Mota-Engil, a suíça Trafigura e a belga Vecturis e foi coordenado em parceria com o escritório internacional Latham & Watkins, sediado em Londres.

A operação, fechada a 17 de Dezembro de 2025, contou ainda com a consultoria financeira da portuguesa Eaglestone e da Corporação Financeira Africana.

Equipa multidisciplinar liderada por Teresa Empis Falcão

A equipa da VdA foi coordenada pela sócia Teresa Empis Falcão, responsável pela área de Infraestruturas & Mobilidade. Integram a equipa Susana Almeida Brandão, Cristina Melo Miranda e Jéssica Araújo (Corporate e M&A), Catarina Coimbra (Infraestruturas & Mobilidade), Rita Costa Lima, Beatriz Baião do Nascimento, Soraia Jamal, Constança Lourenço e Bernardo Núncio. Contaram ainda com a participação do sócio André Gaspar Martins e do associado Eduardo Moita, da área de Direito Público.

Impacto estratégico para Angola e África

Em comunicado conjunto, a VdA e a PRIME Advogados escritório angolano integrante da rede VdA Legal Partners destacam que a operação representa “um marco relevante no desenvolvimento de infraestruturas estratégicas em África”.

“O investimento permitirá multiplicar por dez a capacidade de transporte do terminal portuário do Lobito, atingindo 4,6 milhões de toneladas métricas, e reduzir até 30% os custos de transporte de minerais críticos, com impacto significativo a nível regional e global”, refere o comunicado.

As duas sociedades sublinham ainda que esta assessoria reforça a sua posição de referência na prestação de serviços jurídicos a projetos de grande escala e elevado impacto em Angola e no continente africano.

Segundo o Ministério dos Transportes de Angola, trata-se do “maior financiamento alguma vez concedido” pela DFC em África no setor dos transportes.

Fonte: Jornal Económico

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