Os accionistas do Banco Angolano de Investimentos (BAI) reúnem-se hoje, 25 de Fevereiro, em Assembleia Geral Ordinária, em Luanda, para apreciar uma proposta de distribuição de dividendos sem precedentes no sistema financeiro nacional: 147,8 mil milhões de Kwanzas, correspondentes a 50% dos lucros obtidos em 2025. A decisão surge após o banco ter registado o maior resultado líquido individual da história da banca angolana, na ordem dos 295,6 mil milhões Kz.
A proposta apresentada pela administração do BAI, liderada pelo CEO Luís Lélis, prevê a distribuição de 7.601 Kz por acção, valor que supera as expectativas do mercado e reflecte a solidez financeira da instituição. O montante total destinado aos accionistas representa o maior payout alguma vez registado no sector bancário angolano.
Além da remuneração aos accionistas, a proposta de aplicação de resultados contempla:
- 40% para reservas livres: 118,3 mil milhões Kz
- 10% para reservas legais: 29,6 mil milhões Kz
- 50% para dividendos: 147,8 mil milhões Kz
Crescimento de 100% impulsiona liderança sectorial
O lucro de 295,6 mil milhões Kz representa um crescimento de 100% face ao período homólogo de 2024, consolidando o BAI como a instituição mais lucrativa do sistema financeiro nacional. Segundo dados de mercado, o banco foi responsável pela maior contribuição individual para o crescimento agregado dos resultados da banca em 2025.
A performance exceptonal ocorre num contexto de recuperação económica e estabilização cambial, factores que têm favorecido o desempenho das instituições financeiras angolanas nos últimos trimestres.
Assembleia decide hoje sobre proposta
A deliberação final sobre a distribuição de dividendos caberá aos accionistas presentes na Assembleia Geral Ordinária, marcada para esta terça-feira, em Luanda. Caso aprovada, a distribuição deverá ser efectivada nos prazos legais estabelecidos pela regulamentação do Banco Nacional de Angola (BNA) e pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC).
A proposta sinaliza também a confiança da administração na sustentabilidade dos resultados e na capacidade do banco de manter a geração de valor para os accionistas, mesmo num cenário de eventuais desafios macroeconómicos.
Fonte: Jornal Expansão
