O Governo aprovou, esta quarta-feira, uma linha de crédito de 30 mil milhões de kwanzas destinada a apoiar famílias, agentes económicos e unidades produtivas afectadas por desastres naturais em várias regiões do país. A medida foi definida na primeira reunião extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, presidida pelo Presidente da República, João Lourenço, que também avaliou os impactos do conflito no Médio Oriente na economia nacional.
Face aos estragos provocados pelas fortes chuvas registadas este ano em diversos municípios — com destaque para províncias como Benguela, Huambo, Cuanza Sul e Luanda — o Executivo decidiu criar mecanismos excepcionais de recuperação económica. O objectivo é permitir que empresas e microempreendedores retomem rapidamente as suas actividades e preservem postos de trabalho, evitando um colapso social e económico nas zonas mais vulneráveis.
Segundo fontes oficiais, a verba será canalizada através de instituições financeiras públicas e privadas, com condições facilitadas de acesso, nomeadamente taxas de juro bonificadas e prazos alargados de reembolso. A medida insere-se numa estratégia mais ampla de resiliência face às alterações climáticas, cada vez mais frequentes no território angolano.
Na mesma reunião, a Comissão Económica analisou ainda as repercussões do conflito em curso no Médio Oriente, sobretudo o aumento do preço internacional do petróleo. Embora Angola beneficie com receitas adicionais provenientes das exportações de crude, o país enfrenta pressões crescentes nos custos de importação de combustíveis refinados, alimentos, fertilizantes e medicamentos — bens essenciais ao funcionamento da economia e ao bem-estar da população.
Perante esse cenário, o Executivo determinou a constituição urgente de reservas estratégicas desses produtos, como forma de garantir estabilidade no abastecimento interno e proteger os consumidores contra eventuais choques externos.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *