O Governo angolano inaugurou, nesta terça-feira (28), em Luanda, o seu primeiro Data Center e Cloud governamental — uma infra-estrutura tecnológica moderna, orçada em 89 milhões de dólares, que marca um passo decisivo na afirmação da soberania digital do país e no reforço da transformação digital da Administração Pública, dos serviços públicos e do ecossistema empresarial nacional.
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Erguido em apenas 10 meses numa área de 6.225 metros quadrados, o novo Centro de Dados dispõe de 208 racks e capacidade energética de 1.040 quilowatts, cumprindo padrões internacionais de fiabilidade e segurança. A estrutura foi apresentada como pilar fundamental de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, alinhada com os objectivos de crescimento económico, inovação e inclusão social.
Na cerimónia presidida pelo Chefe de Estado, João Lourenço, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, sublinhou que o projecto vai além da simples infra-estrutura tecnológica: “É um instrumento de soberania digital, um compromisso com a modernização administrativa e uma aposta concreta num ecossistema digital robusto, resiliente e inclusivo”, afirmou.
O Data Center terá impacto directo na modernização do sector da Comunicação Social, nomeadamente no suporte à televisão digital terrestre e na gestão eficiente de conteúdos audiovisuais. Instituições como a Televisão Pública de Angola (TPA) e a Rádio Nacional de Angola (RNA) serão beneficiadas com maior capacidade operacional, no quadro dos seus processos contínuos de actualização tecnológica.
Mário Oliveira lembrou ainda que os dados são hoje um dos activos estratégicos mais valiosos para as nações. “A sua gestão eficiente, segurança e protecção são determinantes para a competitividade económica, a transparência na governação e a salvaguarda da soberania nacional”, enfatizou.
O projecto insere-se numa rede de iniciativas estruturantes que incluem o lançamento do satélite AngoSat-2 — que já reforçou a capacidade nacional de comunicações e impulsionou a inclusão digital —, a expansão da Rede Nacional de Banda Larga em fibra óptica (com mais de 22 mil quilómetros instalados e a interligar progressivamente capitais provinciais, municípios e países vizinhos) e a entrada em operação do cabo submarino 2 África, que posiciona Angola como hub digital entre o continente africano e os principais mercados globais.
Segundo o ministro, estes avanços estão a criar condições para acelerar a transformação digital em sectores-chave como Saúde, Educação, Segurança, Indústria e Administração Pública, ao mesmo tempo que abrem novas oportunidades para startups e pequenas e médias empresas.
“Reiteramos o nosso firme compromisso em prosseguir com determinação e sentido de missão a implementação das políticas públicas que visam a transformação digital do país”, concluiu Mário Oliveira, reafirmando a visão do Executivo de um Angola cada vez mais conectado, competitivo e centrado nas necessidades do cidadão.
