Uma delegação de altos responsáveis do Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) visitou, nesta quinta-feira, 9 de Julho, as instalações da OPAIA Motors, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo. Durante a visita, a instituição financeira reafirmou o interesse em manter e reforçar o apoio aos investimentos estratégicos do grupo angolano, focados na industrialização e no fortalecimento da mobilidade no continente africano.
A comitiva do Afreximbank conheceu detalhadamente as linhas de montagem e os novos modelos de viaturas em desenvolvimento pela OPAIA Motors. O projecto, integrado no pólo industrial da ZEE, representa um pilar fundamental na estratégia do Grupo OPAIA para responder às necessidades de mobilidade nacional e regional, reduzindo a dependência de importações e promovendo o “Made in Angola”.
Segundo uma nota a que o jornal teve acesso, a visita serviu para estreitar os laços institucionais e validar a execução técnica do projecto, que se alinha com as metas de desenvolvimento sustentável do Executivo angolano.
O Papel do Sector Privado na Economia Nacional
Eric Intong, director-geral de Relações com Clientes e Operações Regionais do Afreximbank, destacou o potencial do complexo industrial, sublinhando que África carece de projectos estruturantes desta dimensão para se consolidar como uma potência industrial global.
“Iniciativas desta natureza demonstram a capacidade do sector privado africano de contribuir para a transformação económica do continente, através da criação de valor local, geração de emprego, transferência de conhecimento e aproveitamento dos recursos disponíveis em África”, afirmou o responsável durante a jornada de trabalho.
O investimento da OPAIA Motors na ZEE não se limita à montagem de veículos; engloba a formação de quadros angolanos e a integração de componentes locais na cadeia produtiva. Para o Afreximbank, apoiar grupos com esta visão é essencial para garantir que a Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) seja alimentada por produtos manufacturados internamente.
Fonte: Jornal de Angola
