A recomendação foi apresentada durante o lançamento do relatório «Perspectivas Económicas para África – Relatório do Foco do País», dedicado à mobilização de financiamento num contexto global fragmentado.

Segundo Joel Daniel Muzima, o endividamento continua a não traduzir-se, em vários países africanos, em aumento do rendimento das famílias nem em ganhos de eficiência para a economia. O responsável sublinhou que a dívida é um instrumento incontornável para o crescimento, mas que a sua utilização deve produzir resultados mensuráveis na economia real.

Para o economista-chefe do BAD em Angola, a transformação desses recursos exige reforço do capital humano, melhoria das infra-estruturas e inovação tecnológica, com vista ao aumento da produtividade total dos factores.

O responsável defendeu ainda a mobilização de financiamento em escala para apoiar a diversificação do tecido produtivo, promover a integração dos jovens no mercado formal e reduzir os níveis de informalidade da economia.

As estimativas do BAD apontam para um crescimento do Produto Interno Bruto angolano de 2,9% em 2026 e de 3,3% em 2027. A instituição atribui estas perspectivas ao dinamismo esperado no agronegócio, no sector mineiro, nos transportes e na logística.

O panorama poderá, contudo, ser condicionado pelas tensões no Médio Oriente, que, segundo o material disponível, voltaram a afectar o contexto geopolítico e as contas públicas angolanas.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *