A Polícia Nacional (PN) determinou a obrigatoriedade de apresentação da carteira profissional por parte dos jornalistas nas suas actividades, numa decisão que a Comissão da Carteira e Ética (CCE) aplaude e pretende ver replicada, apurou o Novo Jornal.
A medida visa disciplinar o acesso aos locais de ocorrência, assegurar que a cobertura jornalística seja feita apenas por profissionais devidamente credenciados pela CCE e evitar que elementos que não sejam jornalistas compareçam nas suas actividades.
Ao Novo Jornal, o director de comunicação institucional e imprensa da Polícia Nacional, Mateus Rodrigues, disse que, a partir de agora, a corporação passará a exigir a carteira profissional aos profissionais da comunicação social que se apresentarem nas suas actividades.
Segundo o subcomissário Mateus Rodrigues, não bastará apenas a exibição de coletes e passes de serviço do órgão, sendo também necessária a apresentação da carteira emitida pela entidade responsável para o efeito, a Comissão da Carteira e Ética.
“Já não será permitida a entrada de jornalistas que não possuem carteira profissional nas actividades da polícia”, disse Mateus Rodrigues ao Novo Jornal.
Em reacção, a presidente da Comissão da Carteira e Ética, Luísa Rogério, assegurou que a CCE se congratula com a posição da direcção de comunicação institucional e imprensa da Polícia Nacional.
“A CCE toma boa nota da posição da polícia. A própria instituição tem vindo a apelar às instituições públicas e privadas a agirem nesse sentido”, disse a responsável.
Segundo a presidente da Comissão da Carteira e Ética, tal como acontece com os advogados, os jornalistas devem apresentar-se, para além do passe de serviço, com a carteira profissional válida.
A responsável apelou ainda às demais instituições públicas e privadas a agirem nesse sentido, exigindo a carteira profissional como documento que atesta o exercício legal da profissão de jornalista em Angola.
Fonte: Novo Jornal
