Com esta procura, a BODIVA ultrapassa a seguradora ENSA (que registou um rácio procura/oferta de 174,51%), detendo, assim, a maior procura por acção por parte dos investidores até ao momento.

O Estado privatizou 30% do capital social que detinha na Bolsa de Dívida e Valolores de Angola (BODIVA), entidade gestora da bolsa angolana, por via do procedimento de Operação Pública de Venda (OPV) em bolsa, que rendeu 2,4 mil milhões Kz, tornando-se a quarta empresa a ser admitida no mercado de acções da bolsa. O êxito da operação é atestado pelo facto de a procura por ações ter superado a oferta em 778,94%, ou seja, a procura foi mais do que sete vezes superior à oferta. Ainda assim, o mercado continua pequeno e com poucas negociações.

Com esta procura, a BODIVA ultrapassa a ENSA (que registou um rácio procura/oferta de 174,51%), detendo, assim, a maior procura por acção por parte dos investidores até ao momento. Para trás também está o BAI, que registou uma procura superior à oferta em 158,8% e do Caixa Angola com 142,0%. No total foram dadas 2.755 ordens de subscrição e, destas, foram satisfeitas 2.198, passando agora a BODIVA a ter 1.869 no vos accionistas.

Assim, a BODIVA também é a sociedade que mais captou novos accionistas, quando comparado com as outras empresas cotadas em bolsa. A ENSA captou 1.115 accionistas, ao passo que o BAI e o Caixa Angola captaram 842 e 693 accionistas, respectivamente. A operação abrangeu 180 mil acções, com um preço de venda que variou entre os 8.633 kwanzas e os 13.259 Kz por acção, vendidas ao preço máximo, que resultou numa receita arrecada de 2,4 mil milhões Kz. Sem surpresa, das 16 provincias que registaram investidores, Luanda ficou com 94,04% dos novos investidores, seguida de Benguela (1,36%) e Cabinda (0,82%). As restantes províncias ficaram com 3,78% das acções da BODIVA.

Os títulos da sociedade gestora da bolsa foram admitidos a nego sado pouco mais de dois anos, o mercado continua pequeno com apenas quatro empresas cotadas e regista poucas operações, já que representa menos de 2% das transações da bolsa de valores do País. Ao contrário do que acontece lá fora, onde o mercado de acções é normalmente o principal mercado das bolsas de valores.

O mercado ainda é muito pequeno para se tirarem conclusões definitivas, mas parece claro que o sucesso em bolsa tem muita a ver com o capital de confiança que é atribuído às entidades cotadas. E a culpa é do baixo volume de investidores nacionais na bolsa de valores, da ausência dos grandes investidores institucionais estrangeiros, mas também do baixo grau de educação e literacia financeira que não permitem ao mercado de bolsa de acções crescer de forma mais acelerada. Expansão

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