Fundo com sede no Reino Unido criou gestora de activos angolana, que se torna numa forte candidata a aquisição de activos por via da Bodiva.
Com o recente lançamento da sua gestora de activos nacional, a Kassai, a Gemcorp posiciona-se para concorrer à aquisição de activos a serem vendidos na Bodiva no âmbito do Propriv como são os casos dos interesses do Estado no BFA e na Unitel.
O interesse da Gemcorp em fazer parte da estrutura acionista do BFA é, de resto, do domínio público. A gestora de investimentos foi um dos dois concorrentes que apresentaram proposta ao BPI para a comprar dos 48,1% que a instituição portuguesa detém no BFA.
“Sim estávamos interessados em comprar as ações do BPI no BFA e ficámos surpreendidos por terem suspendido o processo, esperamos que este processo volte a avançar no futuro”, admitiu em Julho de 2023 Atanas Bostandjiev, presidente da empresa, em entrevista à Lusa, garantindo que continuavam “muito interessados”.
Na ocasião, salientando que a empresa é “um dos maiores investidores privados em Angola nos últimos oito a nove anos”, reforçou o interesse em aumentarem a “presença no país e contribuir para economia local em vários setores, industrial e financeiro”.
Em relação à Unitel, a empresa nunca assumiu publicamente o interesse. No entanto, em 2019, e conforme publicou, na altura o Valor Económico, teve o nome associado a um plano que permitiria quadro seniores da Sonangol adquirirem 25% da operadora que pertencia à parte brasileira. A Gemcorp surgiria, segundo o referido plano, a Gemcorp seria facilitador para financiamento que estas pessoas solicitariam a um banco russo, mais concretamente no Sbersbank.
Entretanto, o plano não avançou e a Sonangol acabou por adquirir os 25% de Isabel Dos Santos e os 25% que pertencia a Leopoldino do Nascimento, a operadora passou a pertencer apenas ao estado.VE
