A directora-geral do Guiché Único da Empresa (GUE) de Angola, Leandra Gomes, admitiu esta semana a falta de representatividade da instituição a nível nacional, revelando que actualmente o GUE opera apenas em sete das 18 províncias do país.

“Em termos de representatividade a nível nacional, nós estamos fracos porque ainda estamos apenas em sete províncias, portanto, ainda é um trabalho muito grande que temos que fazer e estamos a fazer, mas o caminho ainda é muito longo”, afirmou a responsável.

As províncias onde o GUE já mantém presença são Luanda, Huíla, Benguela, Malanje, Cuanza-Sul, Namibe e Bié. Leandra Gomes destacou que a instituição possui um programa de expansão para outras regiões do país.

Prioridade ao Corredor do Lobito

A directora-geral revelou que o plano de expansão tem como prioridade imediata estender os serviços para o chamado Corredor do Lobito.

“O nosso programa de expansão tem como prioridade expandir os serviços para o Corredor do Lobito, Huambo e Moxico. Primeiro vamos olhar para o Corredor do Lobito, que é a maior prioridade neste momento, estamos a preparar a província do Huambo e, posteriormente, vamos olhar para o Moxico e só depois é que vamos sair para as outras províncias”, explicou.

Combate à Corrupção

Questionada sobre a falta de celeridade nos processos que muitas vezes geram actos de corrupção dentro da instituição, Leandra Gomes atribuiu o problema à falta de conhecimento dos cidadãos, que acabam por procurar intermediários para tratar dos seus processos.

“Por isso é que nós estamos a fazer essa campanha de comunicação para facilitar um ambiente mais ágil, transparente e acessível aos empresários”, garantiu.

A campanha de comunicação do GUE, recentemente apresentada em Luanda, visa promover a legalização de novas empresas de forma digital, simples e rápida, assim como constituir empresas, formalizar negócios e facilitar o empreendedorismo no país. FAL

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