Angola ocupou o quarto lugar no “ranking” mundial e o segundo em África, num mês em que o preço médio global voltou a subir. Os subsídios continuam a explicar a vantagem.
Angola manteve, em Setembro, a segunda gasolina mais barata do continente africano e a quarta a nível mundial, com o litro a custar o equivalente a 0,327 dólares norte-americanos, segundo os dados mais recentes da GlobalPetrolPrices.
O preço praticado no mercado nacional ficou, assim, cerca de 80% abaixo da média mundial.
A estabilidade do preço interno contrastou com a evolução internacional. O preço médio global da gasolina subiu de 1,53 dólares, em Agosto, para 1,59 dólares por litro em Setembro, um agravamento de aproximadamente 4%.
Em termos relativos, o combustível angolano ficou, portanto, mais barato do que já era.
No topo da tabela continuou a Líbia, onde o litro custava uns simbólicos 0,024 dólares, valor que a colocou em primeiro lugar no mundo. Seguiram-se Angola, a Argélia (0,352 dólares) e o Egipto (0,465 dólares), que ocuparam as posições quarta, sexta e oitava da classificação global.
Entre os dez países africanos com gasolina mais barata, a Argélia, o Egipto, a Tunísia, o Níger, a Etiópia e o Gabão registaram ligeiras descidas de preço face a Agosto.
A Líbia, o Sudão e Angola mantiveram os valores inalterados. A Nigéria foi a única excepção, com o litro a subir para 1,006 dólares, reflexo de um mercado que, desde a retirada do subsídio em 2023, acompanha mais de perto as cotações internacionais.
Não é coincidência que a lista seja dominada por países produtores de petróleo. Em quase todos os casos, os preços baixos resultam de subsídios suportados pelo Estado, uma política com custos orçamentais elevados e que tem estado no centro das recomendações das instituições financeiras internacionais.
Em Angola, o Executivo tem conduzido uma retirada gradual destes apoios, com o argumento de libertar recursos para outras despesas públicas. A manutenção do preço em Setembro deu algum alívio às famílias e às empresas, mas a distância face à média mundial lembra o peso que a subvenção ainda representa nas contas públicas e o caminho que falta percorrer até preços de mercado.
Fonte: Líder Magazine
