Conflito entre empresa e autoridades deixa milhares de cidadãos sem documentos**

A empresa Bullray – Critical Integration Technology S.A., detentora do monopólio no fornecimento de material para a produção de cartas de condução em Angola, está a impedir a Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária (DTSR) de emitir documentos essenciais aos cidadãos. Este bloqueio ocorre após o comissário-geral Francisco Ribas ter ordenado a rescisão do contrato em Dezembro de 2024 e aberto um concurso público para encontrar um novo fornecedor.

De acordo com informações apuradas pelo Novo Jornal, a Bullray recusa-se a transferir o sistema de produção de documentos para a Polícia Nacional, conforme previsto no acordo de rescisão. Fontes indicam que uma “dívida de elevado valor” por parte da Polícia Nacional estará na origem desta resistência.

Em consequência deste impasse, a DTSR encontra-se “de mãos atadas” e milhares de cidadãos aguardam pela emissão de cartas de condução e títulos de propriedade, entre outros documentos essenciais.

O comissário Abel Baptista, director da DTSR, confirmou à imprensa esta terça-feira, dia 15, que “há resistência da parte da empresa Bullray”, causando morosidade na entrega de documentos. “O processo de negociação já começou, mas infelizmente não temos encontrado ‘feedback’ da parte da empresa”, afirmou Baptista, acrescentando que foram “baixadas orientações precisas” para resolver a situação.

O director geral da DTSR adiantou que o problema será agora tratado “ao mais alto nível” para encontrar uma solução.

Durante uma visita de trabalho à DTSR, o ministro do Interior, Manuel Homem, sublinhou a necessidade de ultrapassar este constrangimento. O Novo Jornal apurou que o Ministério do Interior deverá emitir um pronunciamento oficial sobre este assunto em breve. NJ

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