O Ministério da Agricultura e Florestas, através do Instituto dos Serviços de Veterinária, implementou a proibição de importação de diversos produtos bovinos e avícolas, apesar das fortes contestações, incluindo do Ministério da Indústria e Comércio, conforme apurou o Valor Económico.

Desde março, o ministério liderado por Isaac dos Anjos deixou de emitir licenças para a importação de vários produtos, nomeadamente:

Produtos avícolas:

  • Asa de peru
  • Asa de galinha
  • Asa de pato
  • Moela
  • Coração
  • Dorso
  • Pescoço
  • Fígado

Produtos bovinos:

  • Miudezas
  • Dobrada
  • Rins
  • Fígado
  • Coração
  • Pulmões

Próximas restrições incluirão coxas de frango

Segundo fontes próximas ao Ministério da Agricultura, a proibição será estendida às coxas de peru e de galinha – produtos amplamente consumidos por famílias de baixa renda – a partir de finais de julho ou início de agosto. Também serão incluídos na proibição o rabinho e a cabeça de bovino, além do pescoço de porco.

A decisão tem provocado uma “linha de ruptura” entre os ministérios, com fontes do Ministério da Indústria e Comércio afirmando que ainda não foram oficialmente informados sobre estas medidas.

Associação dos Avicultores apoia a iniciativa

A Associação dos Avicultores vê na decisão um incentivo importante para os produtores nacionais, que poderão aumentar sua produção para preencher a lacuna deixada pela proibição das importações.VE

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