A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) emitiu um alerta institucional para esclarecer que apenas as entidades devidamente identificadas no prospecto da Oferta Pública de Venda (OPV) de acções da Unitel estão legalmente habilitadas a receber intenções de compra. A medida visa garantir a integridade do processo de dispersão de 15% do capital social da operadora, que decorre até ao dia 24 do corrente mês no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV).

Entidades Autorizadas e Intermediários

De acordo com o comunicado enviado à Redacção da ANGOP, o órgão regulador identifica as seguintes instituições como colocadores oficiais:

  • BFA Capital Markets;

  • ÁUREA;

  • Distribuidora Valor;

  • Standard Invest;

  • Eaglestone;

  • Hemera Capital Partners Securities.

Para além destas, actuam como correspondentes o Banco de Fomento Angola (BFA) e o Banco Caixa Geral Angola (BCGA). A CMC reforça que o prospecto é o único documento idóneo para informar de modo completo, verdadeiro e claro sobre todos os aspectos da oferta, conforme estipulado no artigo 291.º do Código dos Valores Mobiliários.

Preços e Segmentação da Oferta

A OPV coloca no mercado um total de 7,5 milhões de acções. O Estado angolano prevê arrecadar cerca de 300 mil milhões de kwanzas com a operação, estando os preços definidos no seguinte intervalo:

  • Preço Mínimo: 36.000 Kz por acção.

  • Preço Máximo: 43.000 Kz por acção.

A distribuição foi estratificada para assegurar a inclusão de diferentes perfis de investidores:

  1. Trabalhadores da Unitel: Reserva de 1.000.000 de acções (2% do capital social).

  2. Público em Geral: Reserva de 6.500.000 de acções (13% do capital social).

A CMC recomenda vivamente que os interessados verifiquem a legitimidade da entidade mediadora antes de estabelecerem qualquer intenção de compra. O objectivo central é salvaguardar os interesses dos cidadãos e evitar a exposição a potenciais esquemas de fraude. “O compromisso da CMC mantém-se na protecção dos investidores e na promoção da confiança e transparência no funcionamento do mercado de capitais”, reitera o informe.

Fonte: ANGOP

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