O Governo angolano faz uma avaliação positiva da ronda de negociações com o Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), com vista a travar a pretensão de paralisação das aulas no ensino geral prevista para segunda-feira, 21, e com duração de 15 dias nesta primeira fase.
O secretário de Estado para o Trabalho, Pedro Filipe disse que o encontro realizado na quarta-feira, 16, produziu resultados satisfatórios para as partes, e tudo indica de que a greve seja levantada.
“Nós terminamos agora uma ronda de negociações com o SINPROF, que é na verdade parte de um processo que decorre desde Janeiro deste ano, e temos a percepção de que o encontro foi muito produtivo. Encontramos consenso em relação a grande parte dos pontos, e aliás, fazemos uma avaliação positiva do balanço dos acordos”, assegurou.
Em reacção, o secretário-geral do SINPROF, Ademar Jinguma disse que apesar de reconhecer avanços nas negociações, nada até ao momento indica para o levantamento da greve.
“Nós continuamos a exigir que os professores que foram excluídos injustamente do processo de concurso público de ingresso e de acesso, porque foi mal conduzido, e o governo recusasse afirmando, de que o concurso teve fases, e que agora já não é possível”, disse, acrescentando que este ponto continua a marcar as discórdias entre as partes.
O governo e o sindicato voltam a sentar-se à mesa das negociações neste fim-de-semana com membros do Executivo angolano, por formas a ajustar os últimos aspectos dos consensos alcançados nesta nova ronda de negociações.
Entre as preocupações apresentadas pelo sindicato está o concurso interno realizado no sector da Educação. De acordo com o SINPROF, estavam previstos 53.755 agentes, mas apenas cerca de 50 mil foram admitidos, sem garantia de integração na folha salarial do Ministério das Finanças.
Fonte: Correio Kianda
