O Ministério da Saúde tomou conhecimento através do seu sistema de vigilância epidemiológica, da entrada em algumas unidades sanitárias, de casos de intoxicação alimentar, com indícios similares à “doença de Konzo”, tendo infelizmente dois casos chegado a óbito.

Essa intoxicação, é uma patologia que afecta as estruturas responsáveis pela força

muscular do organismo (os neurônios do trato cortico-espinal). De caráter permanente

e início abrupto, ocorre devido à ingestão de substâncias químicas presentes em pesticidas, inseticidas, ou por compostos cianogénicos (cianeto) encontrados na mandioca e folhas de mandioqueira. Manifesta-se através de dores abdominais,

vómitos, cefaleia (dor de cabeça intensa), vertigens, alteração da fala, dificuldade de andar e desequilibrio ao andar.

Assim sendo, o MINSA apela à toda a população, no sentido de adoptar os seguintes comportamentos preventivos, enquanto durar essa situação de crise:

1. Não comer cruas, em nenhuma circunstância, mandioca, ginguba, batata rena ou doce. Estes alimentos devem ser lavadas em água quente antes de cozer ou fritar e só depois consumir.

2. A mandioca a consumir assada, cozida ou frita deve ser fervida em água em ebulição por no mínimo 50 minutos. A mandioca para a crueira (ou bombo para farinha, fuba ou outros fins) deve passar em, pelo menos, três águas antes de pôr a secar.

3. A água residual da preparação da mandioca para crueira deve ser deitada fora; não deve ser reutilizada para a fabricação de “kissangwa” ou “quimbombo” para consumo caseiro.

4. As folhas de mandioqueira (kizaca, eswanga, sacafolha, etc.) ou a rama da batata doce, devem ser passadas em água quente antes da cozedura. Devem ser cozidas por, pelo menos, 25-30 minutos em água em ebulição.

5. No geral, todas as hortaliças que se comem cruas, devem ser antes cuidadosamente lavadas com água fervida ou, tratada com cinco gotas de lixívia por litro.

6. Lavar cuidadosamente as mãos com água e sabão antes de preparar as refeições e antes de ingerir alimentos.

7. Evitar o consumo de mandioca, batata-doce ou hortaliça de origem desconhecida ou de fonte de pouca confiança.

8. Recomenda-se um especial cuidado em relação às crianças, pois elas revelam-se mais vulneráveis aos efeitos nocivos da intoxicação alimentar.

O MINSA reitera o seu compromisso com a preservação da saúde e bem-estar das populações. Manifesta a total disponibilidade para manter a Sociedade informada sobre os desenvolvimentos posteriores das pesquisas ora em curso e, apela à calma e serenidade de toda a população. Manifesta os seus profundos sentimentos de pesar pelas vidas perdidas fruto dessa intoxicação e reafirma o seu engajamento e determinação para eliminar os agentes causadores da patologia, processo em que conta com a colaboração de toda a sociedade.

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