TAAG prevê assegurar a maior parte dos voos programados, apesar da greve Técnicos de manutenção acusam -companhia de “postura intransigente e ilegal”.

A TAAG anunciou que assegurou a realização dos 37 voos programados para domingo, 11 de Outubro, primeiro dia da greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA), sem registar qualquer cancelamento, garantindo que prevê assegurar entre 94,9% e 95,3% dos voos programados para os restantes dias da paralisação, que decorre até 15 de Outubro, “com apenas dois cancelamentos previstos por dia”. Entretanto, os técnicos de manutenção acusam a companhia de manter uma “postura intransigente e ilegal”.

A companhia aérea mantém igualmente activadas as medidas de assistência aos passageiros abrangidos por eventuais alterações à programação, “incluindo contacto directo, reacomodação e possibilidade de reembolso, nos termos das condições comerciais estabelecidas”.

Segundo a TAAG, os passageiros afectados durante o período de greve, com viagens previstas entre 11 e 15 de Outubro e bilhetes originalmente emitidos até 10 de Outubro, inclusive, poderão solicitar alterações às suas reservas ou reembolso até 15 de Novembro de 2026, recomendando aos passageiros que confirmem o estado dos seus voos antes de se deslocarem para o aeroporto, através dos canais oficiais da companhia, nomeadamente em www.flytaag.com, ou através do Call Center.

A Administração da TAAG reafirma que “todos os voos realizados cumprem os requisitos de manutenção, aeronavegabilidade e segurança estabelecidos pelas autoridades competentes, sem qualquer flexibilização dos procedimentos técnicos aplicáveis”.

Entretanto, os técnicos de manutenção de aeronaves da TAAG, em greve até 15 de Outubro, acusam a TAAG de ter uma “postura intransigente e ilegal”, por, na manhã de domingo, ” ter impedido o acesso dos profissionais escalados para assegurar os serviços mínimos aos seus postos de trabalho”.

O sindicato garante que “após o fracasso das rondas de negociação com a entidade empregadora, os técnicos declararam greve no estrito cumprimento da Lei da Greve”, indicando “atempadamente” a lista de técnicos destacados para garantir a segurança e a manutenção essencial das aeronaves (serviços mínimos).

“No entanto, ao se apresentarem ao trabalho, estes técnicos foram barrados e impedidos de entrar nas instalações pela segurança e direção da TAAG2, expõem.

Os delegados de greve alertam para pontos crítico, destacando o risco para a segurança: “A manutenção de aeronaves é uma actividade de alta responsabilidade. Impedir os técnicos qualificados de acederem às aeronaves, ou tentar substituí-los de forma ilegal, coloca em risco a segurança operacional que sempre defendemos”, afirmam.

O sindicato dos trabalhadores acusa ainda a TAAG de “má-fé patronal”, exponno que a atitude da direcção “demonstra uma total falta de abertura para o diálogo objectivo e uma tentativa de inviabilizar o exercício de um direito constitucional dos trabalhadores”.

Fonte: Novo Jornal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *