O Tribunal Supremo (TS) encerrou a fase de produção de prova no Caso Kopelipa, desistindo de ouvir Paulo Cascão, antigo director da Delta Imobiliária, considerado peça-chave para a descoberta da verdade no processo que envolve os generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” e Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”. A decisão foi tomada sem que o tribunal revelasse os motivos por trás da desistência.
O julgamento, que já se arrasta há seis meses e é acompanhado de perto pelo Novo Jornal, entrará na fase final em Outubro, com as alegações entre o Ministério Público (MP) e os advogados de defesa. A próxima sessão está marcada para 6 de Outubro, após pedido da defesa dos arguidos.
Por que ?
Em Julho, o TS havia solicitado ao MP as declarações de Cascão, prestadas em Portugal a pedido de Angola, para serem lidas em audiência. No entanto, os advogados dos arguidos recusaram a validade do depoimento, argumentando que, por imperativo legal, o tribunal não pode validar declarações de alguém que depôs como arguido — condição da qual Cascão foi despronunciado pelo MP angolano, isentando-o dos crimes de que era acusado.
O esquema de desfalque à Sonangol
Segundo a acusação, a Delta Imobiliária teria participado num , que resultou num ao Estado angolano, por intermédio da Sonangol, então liderada por Manuel Vicente. Além de Kopelipa e Dino, são arguidos Fernando Gomes dos Santos, Yiu Haiming, e as empresas Plansmart International Limited e Utter Right International Limited, acusados de peculato, burla por defraudação, falsificação de documentos, associação criminosa e abuso de poder.
A “batalha” das alegações finais
A partir de Outubro, o tribunal ouvirá as alegações finais do MP e da defesa, que vão debater, com base na lei, os factos produzidos durante o processo. O desfecho poderá resultar na condenação ou absolvição dos arguidos, n da justiça angolana nos últimos anos.
Fonte: Novo Jornal
