O antigo secretário de Estado da Comunicação Social, Celso José Domingos Malavoloneke, foi ouvido na terça-feira, 9 de Dezembro, na qualidade de arguido pelo Tribunal da Comarca de Luanda, no âmbito de um processo por difamação e calúnia movido pela advogada e cantora Patrícia Natacha Rodrigues de Faria Domingos.

O julgamento, que prosseguiu na quarta-feira, 10, retoma-se após sucessivos adiamentos motivados pela expectativa de uma reconciliação extrajudicial entre as partes hipótese que, segundo fontes ligadas ao processo, não se concretizou.

Na audiência anterior, Malavoloneke afirmou ter enviado uma carta privada de desculpas à queixosa. No entanto, a defesa de Patrícia Faria rejeitou o gesto como insuficiente, sustentando que, dada a natureza pública da alegada ofensa ocorrida nas redes sociais, nomeadamente no Facebook , o pedido de desculpas deveria ter sido feito no mesmo espaço digital onde as publicações ofensivas foram divulgadas.

De acordo com observadores judiciais, há indícios de que o arguido não demonstrou arrependimento genuíno, e que um eventual pedido de desculpas nesta fase do processo seria considerado extemporâneo, fruto apenas da pressão processual e não de uma iniciativa espontânea de reparação moral.

O caso tem origem em publicações feitas em Setembro de 2023, nas quais Malavoloneke terá utilizado expressões consideradas ofensivas e lesivas da honra e do bom nome de Patrícia Faria. A queixosa, que exerce simultaneamente como advogada e artista, alega ter sofrido danos à sua imagem pública e profissional.

O processo, sob o número 2097/024-M, está a ser julgado pela 1.ª Secção da Sala dos Crimes Comuns do Tribunal da Comarca de Luanda, e continua em curso, sem previsão de conclusão imediata.

Fonte: Club-k

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