A Primeira-Dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço, apelou, nesta quinta-feira (30), em Luanda, à consolidação de esforços colectivos para a adaptação e resiliência climática no continente. Durante o lançamento da campanha “Reforçar a Resiliência para Mulheres e Raparigas: Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis”, a Primeira-Dama sublinhou que a protecção das populações e a segurança alimentar dependem de políticas públicas robustas e da preservação dos recursos naturais.
Na qualidade de vice-presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OPDAD), Ana Dias Lourenço destacou o papel de Angola na vanguarda das soluções para os desafios ambientais, apontando os investimentos realizados pelo Executivo angolano no combate à seca severa que afecta a região Sul do país.
Como exemplo prático de resiliência, foram apresentados os projectos de transvase do rio Cunene. Estas infra-estruturas, fundamentais para a mitigação dos efeitos da seca, visam garantir a segurança hídrica e alimentar das comunidades locais.
“As referidas infra-estruturas — uma já terminada e outras em curso — constituem um importante meio de mitigação dos efeitos da seca e de promoção da segurança hídrica e alimentar das comunidades abrangidas”, afirmou a Primeira-Dama, reforçando que estas obras são pilares da nova estratégia de sustentabilidade do país.
Paz como Alicerce do Desenvolvimento
Um dos pontos centrais do discurso foi a correlação directa entre a estabilidade política e o progresso social. Ana Dias Lourenço recordou que a concretização destes projectos só é viável graças ao ambiente de paz e estabilidade que o país vive há 24 anos.
“A paz não consiste apenas no silenciar dos canhões. A Paz constrói-se com diálogo e união”, salientou, deixando um apelo à coesão social para enfrentar as crises climáticas que não escolhem fronteiras.
O evento, que se estende até amanhã (31), transforma Luanda no epicentro do debate sobre o desenvolvimento africano. O encontro conta com a presença das Primeiras-Damas de Cabo Verde, Gabão, Guiné Equatorial, Moçambique, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Serra Leoa e Senegal, além da representação do Primeiro-Cavalheiro da Namíbia.
