A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, viu-se obrigada a prolongar a sua estadia em Luanda e a regressar a Maputo numa aeronave privada, após uma avaria técnica no voo DT 581 da TAAG, na noite de sábado, 01 de Agosto. O incidente, que manteve a esposa do Presidente Daniel Chapo a bordo da aeronave por mais de uma hora antes do desembarque forçado, exigiu a intervenção directa da sua homóloga angolana, Ana Dias Lourenço, para viabilizar o regresso seguro da comitiva moçambicana.
O que deveria ser o encerramento de uma agenda diplomática intensa transformou-se num episódio de “disrupção operacional”. O voo DT 581, com destino a Maputo, sofreu sucessivos atrasos no Aeroporto Internacional António Agostinho Neto (AIAAN). Inicialmente previsto para a manhã de sábado, foi reprogramado para as 22h00 e, posteriormente, para as 23h30.
Segundo apurou o Novo Jornal, Gueta Chapo e a sua delegação embarcaram por volta das 23h45. Contudo, após cerca de 60 minutos no interior da aeronave, a equipa de segurança da Primeira-Dama aconselhou o desembarque devido à persistência de problemas técnicos. A comitiva regressou ao Hotel Intercontinental, em Luanda, já passava da 01h00 de domingo.
Intervenção da Presidência de Angola
A solução para o impasse não veio da transportadora de bandeira. Fontes próximas ao processo garantem que o envolvimento de Ana Dias Lourenço foi determinante. Face à impossibilidade de garantir a ligação imediata pelos meios da TAAG, foi requisitada uma aeronave privada para transportar a delegação moçambicana poucas horas depois.
Gueta Chapo cumpria uma visita de trabalho de 72 horas na capital angolana. A agenda incluiu a participação no lançamento da campanha “Reforçar a Resiliência para Mulheres e Raparigas” e numa gala de angariação de fundos da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD).
No balanço da visita, partilhado nas redes sociais antes do incidente, Gueta Chapo destacou o “sentido de missão cumprida” e o compromisso com o empoderamento feminino no continente, elogiando a hospitalidade das suas “irmãs primeiras-damas”.
TAAG evoca privacidade, mas admite falhas
Questionada sobre o sucedido, a administração da TAAG limitou-se a confirmar a ocorrência de “um conjunto de disrupções operacionais” durante o fim-de-semana. A companhia declinou fornecer detalhes sobre a passageira Gueta Chapo, invocando razões de privacidade e protecção de dados, mas confirmou que vários passageiros tiveram as suas agendas afectadas.
Este episódio sucede a outros casos de impacto diplomático. Em Janeiro último, uma situação similar impediu a visita a Angola da Baronesa Jenny Chapman, Ministra de Estado do Reino Unido, após o cancelamento de um voo da TAAG a partir de Maputo.
Fonte: Novo Jornal
