A Major League Soccer (MLS) aplicou, na sexta-feira, uma sanção disciplinar a Lionel Messi, do Inter Miami, por ter atingido o médio Quinn Sullivan na nuca durante o empate 2-2 frente ao Philadelphia Union, em Chester, na Pensilvânia. O castigo, cujo valor permanece em segredo, não inclui qualquer suspensão, deixando o astro argentino livre para continuar a campanha da equipa. Para os milhares de fãs angolanos que seguem Messi nas redes e nos ecrãs, a decisão reforça a sensação de que o tratamento disciplinar ao jogador mais mediático da liga continua a privilegiar a disponibilidade em campo.

O incidente ocorreu ao minuto 101 do jogo, já em tempo de compensação, quando Messi reagiu a um contacto de Sullivan com uma palmada de mão aberta na nuca do adversário. O árbitro não mostrou cartão na altura. A análise interna da liga concluiu que o argentino violou a política que proíbe mãos na cara, cabeça ou pescoço de adversários – exactamente a mesma regra que o apanhou em Fevereiro de 2025.

Segunda sanção sob a mesma redação

Dezoito meses antes, Messi já tinha sido multado pela MLS depois de apertar o pescoço do treinador-adjunto do New York City FC, Mehdi Ballouchy, no final de outro empate 2-2. Naquela ocasião, tal como agora, a liga optou apenas por uma multa não divulgada e nenhuma suspensão. O seu colega Luis Suárez também foi multado na mesma altura por um incidente separado.

Os dois casos seguem o mesmo padrão: incidente fora da bola ou pós-jogo, análise disciplinar interna, multa secreta e zero jogos perdidos. Como a MLS não publica os valores das sanções aplicadas aos jogadores, não é possível saber se a segunda multa foi mais pesada ou se a reincidência sob a mesma regra pesou na decisão.

O final do jogo em Chester foi marcado ainda pelo cartão vermelho direto mostrado ao suplente de 16 anos do Philadelphia, Cavan Sullivan, ao minuto 102. Um painel de revisão independente anulou a expulsão por unanimidade, restituindo a disponibilidade do jovem. Já a situação de Messi nunca esteve em causa: o Comité Disciplinar da MLS confirmou que o argentino pode continuar a jogar normalmente.

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