Sílvio Madaleno é acusado de crimes como abuso de confiança, difamação e calúnia. O caso teve início em 2005, quando Madaleno, proprietário da empresa de segurança Securitas, teria persuadido Florindo Martins, então diretor-geral adjunto da empresa, a permitir o uso de sua conta bancária pessoal para contrair um empréstimo de 1,25 milhões de dólares no extinto Banco Espírito Santo Angola (BESA), hoje Banco Económico.

Assim que o montante foi depositado na conta de Martins, Madaleno transferiu o valor para sua própria conta, prometendo quitar a dívida. No entanto, Martins não obteve qualquer benefício direto e, anos depois, foi surpreendido com a atribuição da dívida.

Impactos da falência do BESA

Com a falência do BESA e sua transformação em Banco Económico, o banco passou a cobrar créditos antigos. Em 2022, a conta de Florindo Martins, que continha mais de 23 milhões de kwanzas, foi bloqueada. A dívida, até então desconhecida por Martins, foi-lhe atribuída, causando-lhe um acidente vascular cerebral devido ao choque emocional.

Esquema de branqueamento de capitais

Fontes do Imparcial Press revelam que outros trabalhadores de Sílvio Madaleno também foram coagidos a contrair dívidas milionárias junto ao ex-BESA, em um esquema que aponta para branqueamento de capitais. Esses valores teriam sido usados para injetar capital na Securitas, beneficiando diretamente Madaleno.

Suspeitas sobre a atuação do SIC

Apesar da gravidade das acusações e das denúncias apresentadas, o processo contra Sílvio Madaleno não avançou, levantando sérias suspeitas sobre a atuação do SIC. A falta de progresso no caso sugere possível proteção a figuras influentes, o que compromete a credibilidade das instituições de investigação criminal. IP

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