Uma explosão ocorrida na madrugada desta terça-feira, 20 de maio, numa plataforma petrolífera no Bloco 14, em Cabinda, resultou em 16 feridos, alguns com queimaduras graves, que foram evacuados para Luanda. Não há registro de vítimas mortais, mas a produção da plataforma foi parcialmente afetada.
Por volta das 03:00 da madrugada de hoje, uma explosão abalou a plataforma BBLT (Benguela, Belize, Lobito, Tomboco), localizada em águas profundas do Bloco 14, a cerca de 100 km da costa de Cabinda. Segundo informações obtidas, o incidente deixou 16 trabalhadores feridos, sendo 11 da empresa Algoa e cinco da Petromar. Os feridos com queimaduras graves foram rapidamente transferidos para unidades hospitalares em Luanda para tratamento especializado.
O Bloco 14, operado pela Cabinda Gulf Oil Company, uma subsidiária da Chevron, abrange uma área de mais de 4 mil km² e está em operação desde 1999. A plataforma BBLT, embora considerada de porte relativamente pequeno no contexto da produção petrolífera nacional, teve sua produção parcialmente comprometida devido ao acidente, conforme informou uma fonte do setor. Fazem parte da empreitada, além da Chevron, a Sonangol Pesquisa e Produção, S.A., a Eni Angola Exploration, B.V. e a Somoil.
As causas da explosão ainda estão sob investigação, e as empresas envolvidas, em conjunto com as autoridades competentes, trabalham para apurar os detalhes do incidente. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis falhas técnicas ou humanas que possam ter desencadeado o acidente.
Contexto e Relevância
O setor petrolífero é um pilar fundamental da economia angolana, e incidentes como este levantam preocupações sobre a segurança nas operações offshore. A evacuação dos feridos para Luanda demonstra a gravidade do ocorrido e reforça a necessidade de medidas rigorosas de prevenção e resposta a emergências no setor
