O Presidente da República de Angola, João Lourenço, expressou hoje profundo pesar pelo falecimento do antigo Presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, numa mensagem endereçada ao seu homólogo zambiano, Hakainde Hichilema. A morte de Lungu, aos 68 anos, foi confirmada pela sua filha, Tasila Lungu, num vídeo publicado na página oficial do partido Frente Patriótica (PF), que o ex-presidente liderava.
Em nome do Governo angolano e no seu próprio, João Lourenço apresentou condolências ao Presidente Hichilema, ao povo zambiano e à família enlutada. “Foi com profundo sentimento de pesar que tomámos conhecimento do falecimento de Sua Excelência Edgar Lungu, antigo Presidente da República da Zâmbia. Neste momento de luto, dor e consternação, expressamos as nossas mais sentidas condolências”, refere a mensagem.
Trajetória política de Edgar Lungu
Edgar Lungu, que faleceu na manhã de quinta-feira enquanto recebia tratamento médico na África do Sul, foi o sexto presidente da Zâmbia, tendo governado o país entre 2015 e 2021. A sua carreira política teve início no início dos anos 2000, com a sua filiação à Frente Patriótica (PF). Lungu ocupou cargos de relevo, incluindo o de Ministro do Interior em 2012 e Ministro da Defesa a partir de 2013.
Após o falecimento do então presidente Michael Sata, em outubro de 2014, Lungu assumiu a liderança da PF e venceu a eleição suplementar de janeiro de 2015, tornando-se presidente em 25 de janeiro do mesmo ano. Em 2016, garantiu um mandato completo de cinco anos. Durante a sua presidência, Lungu implementou reformas constitucionais e nomeou Inonge Wina como a primeira vice-presidente da história da Zâmbia. Contudo, o seu governo enfrentou desafios económicos significativos, como a desvalorização do kwacha zambiano.
Nas eleições gerais de 2021, Lungu foi derrotado por Hakainde Hichilema, a quem cedeu o poder, marcando uma transição democrática no país.
Legado e impacto
A morte de Edgar Lungu encerra uma carreira política de mais de duas décadas, leaving a marca indelével na governança e no processo democrático da Zâmbia. A sua liderança, embora marcada por desafios, foi reconhecida pelo papel na consolidação de reformas institucionais no país.
