O Banco Nacional de Angola (BNA) lançou hoje, 06 de Junho, em cerimónia realizada na sua sede, em Luanda, o Programa de Alargamento da Rede de Caixas Automáticas (ATMs). A iniciativa visa reforçar a inclusão financeira e melhorar o acesso aos serviços bancários em todo o território nacional, com foco na redução das assimetrias geográficas na distribuição de caixas automáticas.

Programa com Quatro Etapas

O governador do BNA, Manuel Tiago Dias, destacou que o programa é uma resposta estratégica à necessidade de descentralizar a rede bancária, priorizando áreas com baixa penetração financeira. A iniciativa, que se prolonga até Abril de 2026, está estruturada em quatro fases:

  • Primeira fase (concluída em Abril de 2025): Formalização da adesão de sete instituições bancárias de relevo: Banco Millennium Atlântico, Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco de Fomento Angola (BFA), Banco Angolano de Investimentos (BAI), Standard Bank Angola (SBA), Banco Sol e Banco de Negócios Internacional (BNI).
  • Segunda fase (Maio de 2025): Aquisição e distribuição dos terminais automáticos de pagamento (ATMs).
  • Terceira fase (até Fevereiro de 2026): Instalação efectiva dos 122 novos caixas automáticos em várias regiões do país.
  • Quarta fase (Abril de 2026): Encerramento oficial do programa.

Investimento e Foco Geográfico

A directora do Departamento do Sistema de Pagamentos do BNA, Cristina Caniço, revelou que o programa prevê a instalação de 122 novos ATMs, com destaque para os municípios de Viana, Cacuaco e Ícolo e Bengo, na província de Luanda. Cada terminal tem um custo aproximado de 10 milhões de kwanzas, totalizando um investimento de cerca de 1,22 mil milhões de kwanzas apenas na aquisição dos equipamentos.

Compromisso com a Inclusão Financeira

O evento contou com a presença de representantes das instituições bancárias envolvidas, responsáveis do sector financeiro e órgãos de comunicação social. O programa reforça o compromisso do BNA em promover a inclusão financeira, facilitando o acesso a serviços bancários em zonas menos atendidas, alinhado com os padrões éticos e profissionais da Lei de Imprensa Angolana.

Fonte: O Telegrama

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