O Presidente da República, João Lourenço, lançou esta manhã a campanha “Construindo Resiliência” da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD). O objectivo é reforçar a capacidade de resposta dos Estados africanos aos impactos das alterações climáticas, dos conflitos e das crises humanitárias, com foco na protecção, participação e empoderamento das mulheres e raparigas.
Na cerimónia, o Chefe de Estado destacou o papel das Primeiras-Damas africanas e reafirmou o compromisso de Angola com as causas defendidas pela organização, presidida pela Primeira-Dama da Serra Leoa, Fátima Maada Bio, e que tem Ana Dias Lourenço, Primeira-Dama de Angola, como vice-presidente.
Prioridade às mulheres e à paz
No seu discurso, João Lourenço sublinhou que a construção de uma paz sustentável em África exige a participação plena e significativa das mulheres em todas as fases dos processos de paz. Lembrou o destaque dado à presença feminina na recente Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, realizada em Luanda.
O Presidente anunciou ainda que Angola vai prestar uma contribuição financeira — cujo valor já foi comunicado à Presidência da OAFLAD — para apoiar a execução das iniciativas previstas na campanha “Construir a Resiliência das Mulheres e Raparigas face às Alterações Climáticas e aos Conflitos”.
A OAFLAD, fundada em 2002, evoluiu de uma organização centrada inicialmente no VIH/SIDA e na saúde materna e infantil para uma plataforma de advocacia mais ampla em favor do empoderamento das mulheres e jovens africanas.
O Chefe de Estado destacou o papel das mulheres africanas na agricultura familiar, na produção alimentar e na transmissão de valores culturais e éticos. Defendeu maior acesso a recursos produtivos, conhecimento, inovação tecnológica, financiamento e políticas de adaptação climática para as mulheres do meio rural.
“Investir na mulher é reconhecer o seu papel como agente de transformação e de resiliência das comunidades”, afirmou Lourenço, apelando à cooperação entre os governos africanos e a OAFLAD para enfrentar desafios como a pobreza, o analfabetismo, o abandono escolar e a gravidez precoce.
