A dívida das empresas públicas angolanas, liderada quase em exclusivo pela Sonangol, disparou cerca de 94% no segundo trimestre de 2026, passando de 2,32 biliões de kwanzas (2,55 mil milhões de dólares) no primeiro trimestre para 4,50 biliões de kwanzas (4,93 mil milhões de dólares). O aumento, revelado no Relatório de Execução do Orçamento Geral do Estado (REOGE) do segundo trimestre, deve-se essencialmente a novos financiamentos da petrolífera estatal e representa mais do que o dobro do stock registado no mesmo período de 2025 (1,97 biliões de kwanzas).
A Sonangol concentrou 98% do stock total da dívida das empresas públicas no final de Junho, com 4,42 biliões de kwanzas (4,84 mil milhões de dólares), contra 2,24 biliões de kwanzas no primeiro trimestre. O salto de 2,17 biliões de kwanzas em apenas três meses equivale a uma média de cerca de 723 mil milhões de kwanzas por mês em novo passivo.
Sonangol concentra quase todo o aumento
Segundo o REOGE, a petrolífera nacional foi responsável pela quase totalidade do crescimento do passivo das empresas públicas no período. O relatório aponta a incorporação de operações de novos financiamentos como a principal causa do aumento.
A TAAG, companhia aérea de bandeira que se encontra em processo de reestruturação, manteve a dívida praticamente estável: 75,35 mil milhões de kwanzas (83 milhões de dólares) a 30 de Junho, face aos 75,32 mil milhões de kwanzas registados no primeiro trimestre. A companhia representa menos de 2% do stock total das empresas públicas.
Fonte: Economia & Mercado
