Segundo o Club-K, que cita fontes conhecedoras do processo, Sebastião Martins terá submetido há poucos dias o pedido junto da representação diplomática norte-americana em Luanda. A decisão terá sido desfavorável, tendo o gestor sido informado de uma restrição temporária à emissão do documento.
As razões específicas para a alegada recusa não foram divulgadas.
A informação surge num contexto de restrições aplicáveis a cidadãos angolanos ao abrigo da Proclamação Presidencial 10998, em vigor desde 1 de Janeiro de 2026. De acordo com os dados avançados pelo Club-K, a medida suspende parcialmente a emissão dos vistos B-1/B-2, destinados a visitantes em negócios e turismo, bem como dos vistos F, M e J, para estudantes e participantes em programas de intercâmbio, além de determinadas categorias de vistos de imigrante. A proclamação prevê excepções.
O Club-K acrescenta que o governador provincial do Namibe, Augusto Archer de Sousa Mangueira, também terá requerido recentemente um visto para os Estados Unidos. No seu caso, segundo a mesma publicação, terá sido realizada apenas uma entrevista consular, sem comunicação de uma decisão de recusa até ao momento.
Desde 21 de Janeiro de 2026, Angola integra igualmente a lista de países cujos cidadãos podem estar sujeitos ao regime de “visa bond”, uma caução exigida em determinadas circunstâncias para vistos de visitante. Os valores previstos variam entre 5.000, 10.000 e 15.000 dólares, sendo definidos pelo funcionário consular.
A eventual caução só deve ser paga após instrução oficial do funcionário consular e pelos mecanismos indicados pelo Departamento de Estado. Este regime não implica que todos os requerentes angolanos tenham de efectuar o pagamento, nem estabelece, por si só, ligação com uma eventual recusa de visto.
