Na intervenção de encerramento da 4.ª edição da Bienal de Luanda — Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência — Dionísio Manuel da Fonseca defendeu que a paz constitui um factor indispensável à estabilidade e ao desenvolvimento sustentável das nações.

O governante reafirmou, por isso, o interesse do Executivo angolano em promover a Bienal de Luanda como espaço de diálogo e de prevenção da violência.

Sob o lema «Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos», a edição de 2026 colocou a governação dos recursos hídricos no centro das discussões. Dionísio Manuel da Fonseca sustentou que a água deve afirmar-se como factor de estabilidade e de promoção de parcerias.

A Bienal de Luanda 2026 foi apresentada como uma iniciativa do Governo angolano, da União Africana e da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, destinada a promover a cultura de paz e a cooperação na gestão sustentável dos recursos hídricos.

O encontro, com a duração de dois dias, reuniu representantes de governos, organizações internacionais e da sociedade civil. Entre as actividades realizadas esteve um diálogo intergeracional de alto nível sobre governação inclusiva, com chefes de Estado e de Governo, jovens líderes africanos e representantes da diáspora.

O programa integrou igualmente debates sobre água, paz e cooperação transfronteiriça, diplomacia da água, integração regional e mecanismos de prevenção e resolução de conflitos. Foram ainda abordados temas como participação comunitária na governação da água, direitos humanos, alterações climáticas, migração, resiliência climática e investimento em infra-estruturas hídricas e formação de capital humano.

A programação incluiu a análise de mecanismos de financiamento e de parcerias público-privadas para alargar o acesso à água e ao saneamento, apontados como factores relevantes para a saúde pública, a segurança alimentar e a estabilidade das comunidades.

O evento terminou com a adopção da Declaração da Bienal de Luanda 2026 e de um comunicado final da União Africana e da UNESCO.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *