O Banco de Negócios Internacional (BNI) oficializou, esta sexta-feira, em Luanda, a entrada em funções do seu novo Conselho de Administração, agora liderado por Walter Cruz Pacheco (PCA). A mudança ocorre na sequência de uma operação estratégica de capitalização executada pelo Fundo Fénix, gerido pela KASSAI Capital, que elevou o rácio de solvabilidade da instituição para 22,74%, conferindo maior robustez ao balanço do banco e assegurando o cumprimento das normas do Banco Nacional de Angola (BNA).

O novo figurino diretivo do BNI surge num momento de viragem para a instituição financeira. Com a conclusão do processo de reforço de capital, o banco não só oxigena as suas contas, como também reestrutura a sua pirâmide de decisão. José Carlos Burity assume o cargo de Presidente da Comissão Executiva (PCE), liderando a vertente operacional e estratégica do banco no mercado nacional.

A entrada do Fundo Fénix, sob gestão da KASSAI Capital SGOIC, revelou-se determinante para a saúde financeira da instituição. Em termos comparativos, o rácio de solvabilidade do BNI deu um salto qualitativo de 6,67% para os atuais 22,74%. Este indicador é um sinal claro ao mercado e aos depositantes sobre a capacidade do banco em honrar os seus compromissos e absorver eventuais riscos operacionais.

Segundo o comunicado oficial da instituição, esta injeção de liquidez permite ao BNI “alinhar a sua operação com as melhores práticas de governação internacional”, garantindo uma resposta mais eficaz às necessidades dos clientes e das empresas que operam no país.

A Nova Equipa de Gestão

A administração que agora inicia funções é composta por quadros com experiência consolidada no setor financeiro angolano e internacional. A estrutura orgânica ficou assim definida:

  • Presidente do Conselho de Administração (PCA): Walter Cruz Pacheco

  • Presidente da Comissão Executiva (PCE): José Carlos Burity

  • Administradores Executivos: Yola Azevedo, Filipe Berardi, Manuel Bamba e Raúl Diniz

  • Administrador Independente: Camilo Ortet

Com este elenco, o BNI pretende consolidar a sua posição no “top of mind” do empresariado angolano, focando-se na transparência e no rigor regulamentar exigido pelo supervisor bancário.

Fonte: Jornal Económico 

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