A Unitel, operadora líder no sector das telecomunicações em Angola, alcançou um resultado líquido superior a 158 mil milhões de Kwanzas (aproximadamente 149 milhões de euros) no exercício de 2025. Os dados foram avançados esta segunda-feira, 6 de Julho, em Luanda, por Amílcar Safeca, Presidente do Conselho Executivo (PCE) da empresa, durante o lançamento do roadshow da Oferta Pública de Venda (OPV) de 15% do capital social da operadora.
Com uma margem EBITDA superior a 168 mil milhões de Kwanzas, a operadora reafirma a sua solidez financeira num momento crucial de abertura ao mercado de capitais. “Mantemos uma posição financeira robusta, com liquidez e capacidade de investimento”, sublinhou Safeca, enfatizando que os indicadores demonstram a resiliência do modelo de negócio e a escala da operação.
Para o PCE da Unitel, a entrada de novos accionistas através da OPV representa uma nova fase de maturidade. Amílcar Safeca destacou que a abertura ao mercado exige um compromisso redobrado com a transparência, disciplina financeira e governação corporativa.
“A entrada de novos accionistas aumenta a exigência e a mesma é positiva. A abertura ao mercado exige mais transparência, o que significa mais controlo interno e melhor governação, fortalecendo a capacidade da empresa de criar valor a longo prazo”, afirmou o gestor perante os investidores.
Foco no 5G e Transformação Digital
A estratégia futura da operadora assenta na liderança da transformação digital em Angola. Amílcar Safeca garantiu que a Unitel continuará a investir na melhoria da cobertura e na evolução tecnológica, com destaque para:
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Expansão da rede 5G: Desenvolvimento de soluções de conectividade de nova geração.
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Serviços Digitais e Financeiros: Crescimento em segmentos para clientes particulares e empresas.
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Eficiência Operacional: Melhor controlo de custos e agilidade na execução de infraestruturas estratégicas.
Actualmente, a Unitel serve mais de 21 milhões de clientes, mantendo presença em todas as províncias e na quase totalidade dos municípios do país. A operadora detém a mais alargada e moderna infraestrutura de rede no território nacional, factor que o PCE considera essencial para suportar a economia digital do futuro.
“Esta posição não foi construída por acaso, mas com investimento contínuo, capacidade técnica e foco no cliente”, concluiu Safeca, reiterando o compromisso com o desenvolvimento da infraestrutura digital angolana.
Fonte: Forbes África Lusófona
