A proposta de recandidatura de João Lourenço à presidência do MPLA chega esta segunda-feira, 11 de Maio de 2026, à Subcomissão de Candidaturas do IX Congresso Ordinário do partido, marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro, em Luanda. A entrega formal da documentação ocorre na sede nacional da formação política, onde será analisada à luz dos estatutos partidários e do Regulamento Eleitoral Interno.
Caso aprovada, como já o foram as candidaturas de Higino Carneiro, António Venâncio e José Carlos de Almeida, a recandidatura de Lourenço seguirá para apreciação final pelos delegados congressistas. Na última reunião do Bureau Político do Comité Central, o actual líder partidário anunciou ainda a nomeação de João de Almeida Martins como seu mandatário no processo eleitoral interno.
Os membros do órgão máximo entre congressos manifestaram apoio unânime à recandidatura de Lourenço, cuja eventual vitória no pleito de Dezembro lhe daria o direito de indicar o cabeça-de-lista do MPLA às eleições presidenciais de 2027 — posto que, pela Constituição da República, não pode concorrer a um terceiro mandato como Presidente do país.
Além dos três pré-candidatos já com processos validados, Irene Neto anunciou publicamente, em entrevista ao Novo Jornal, a sua intenção de se lançar na corrida à liderança do partido histórico. O regulamento do MPLA permite a qualquer militante no pleno gozo dos seus direitos estatutários concorrer aos cargos directivos, desde que cumpra requisitos como tempo mínimo de filiação — entre cinco e 15 anos, conforme o cargo — e não esteja abrangido por causas de inelegibilidade.
Para concorrer à presidência do MPLA, os candidatos devem ainda reunir o apoio de pelo menos 5.000 militantes, distribuídos por todas as províncias do país, garantindo assim uma base de suporte geograficamente representativa da estrutura nacional do partido. Para os demais cargos da Comissão Política, os níveis de apoio exigidos variam entre 1.000 e 2.500 assinaturas.
O IX Congresso Ordinário do MPLA realiza-se sob o lema “MPLA – Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro” e terá como objectivos centrais discutir a orientação política para os próximos anos, aprovar novas estratégias de actuação e consolidar as estruturas internas da organização.

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