O sector segurador demonstrou uma robusta resiliência em 2025, com os resultados líquidos das operadoras a registarem um crescimento de 41%, fixando-se nos 46.675 milhões Kz. No entanto, apesar do desempenho positivo de grande parte das 22 companhias no mercado, apenas quatro — NOSSA, Mundial, ENSA e Fidelidade — distribuíram dividendos aos seus accionistas. Neste cenário, as instituições bancárias BPC e BAI consolidaram-se como os maiores beneficiários dos lucros do sector, reflectindo a forte interligação entre a banca e os seguros em Angola.
O mercado de seguros em Angola vive um momento de reafirmação da sua eficiência operacional. Mesmo sob pressão do aumento das indemnizações, as seguradoras conseguiram optimizar custos e potenciar receitas. No topo da rentabilidade, a Mundial Seguros posicionou-se como a líder de lucros, atingindo os 15.871 milhões Kz (um salto de 23%), seguida de perto pela NOSSA Seguros, com 13.317 milhões Kz.
O Domínio da Banca e do Estado nos Dividendos
A distribuição de dividendos em 2025 revela uma concentração de valor em accionistas institucionais de peso. O Banco de Poupança e Crédito (BPC), através da sua participação de 98% na Mundial Seguros, foi o maior beneficiário individual, encaixando 4.666 milhões Kz.
Logo atrás, o Banco BAI garantiu o segundo lugar, recebendo 4.315 milhões Kz via NOSSA Seguros. O Estado Angolano, mantendo a sua relevância estratégica no sector, arrecadou 2.716 milhões Kz através da ENSA, que, apesar de uma contracção de 21% nos lucros face ao período anterior, manteve a sua política de remuneração ao accionista.
O ano de 2025 ficou marcado por “reviravoltas” financeiras significativas. Companhias como a Unisaúde, Fidelidade, SanlamAllianz e Fortaleza conseguiram um feito notável: reverter os prejuízos registados em 2024 para fechar o exercício actual com saldos positivos.
Outro destaque de crescimento percentual foi a Protteja Seguros. Embora apresente um lucro nominal mais modesto (751 milhões Kz), a companhia liderou o ritmo de progressão com um crescimento de 91%.
Top 5 dos Maiores Beneficiários (Dividendos):
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BPC: 4.666 milhões Kz (via Mundial Seguros)
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Banco BAI: 4.315 milhões Kz (via NOSSA Seguros)
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Estado Angolano: 2.716 milhões Kz (via ENSA)
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Fidelidade Portugal: 526 milhões Kz (sucursal Angola)
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António Van-Dúnem: 419 milhões Kz (via NOSSA Seguros)
No total, os cinco maiores accionistas do sector absorveram 12.642 milhões Kz em dividendos, confirmando a saúde financeira das companhias envolvidas e a atractividade do sector para o capital nacional e estrangeiro.
Fonte: Jornal Expansão
