O passaporte angolano registou uma melhoria no cenário de mobilidade global ao subir cinco posições no prestigiado Henley Passport Index em 2026. Segundo a actualização mais recente da consultora britânica Henley & Partners, baseada em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o documento nacional passou da 91.ª para a 86.ª posição. Com esta subida, os cidadãos nacionais podem agora aceder a 49 destinos internacionais sem necessidade de visto prévio ou com visto à chegada, reflectindo uma ligeira evolução na abertura diplomática do país face a 2025.
Apesar do progresso registado, Angola encontra-se ainda distante das posições cimeiras da tabela mundial. O ranking continua a ser liderado por Singapura, cujos cidadãos gozam de acesso livre a 192 dos 227 destinos avaliados. O índice da Henley & Partners é o barómetro mais fiável para medir o poder de viagem dos passaportes, correlacionando a liberdade de movimento com a força diplomática de cada nação.
Angola na Óptica Regional
No plano continental e regional, a realidade angolana revela uma posição intermédia-baixa. No topo do continente africano figuram as Seychelles (24.º lugar global) e as Maurícias (27.º lugar), sendo os únicos países de África com isenção de visto para o espaço Schengen.
Ao olharmos para a região da SADC, os indicadores mostram que Angola ainda tem um caminho considerável a percorrer para alcançar os seus vizinhos directos:
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África do Sul: 48.ª posição (103 destinos).
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Namíbia e Botsuana: Acesso a entre 77 e 89 destinos.
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Lesoto e Essuatíni: Mantêm valores de mobilidade significativamente superiores aos de Angola.
A actual ascensão para o 86.º lugar é vista por especialistas como um sinal positivo, mas sublinha a necessidade de novos acordos bilaterais de isenção de vistos para potenciar a circulação de empresários e turistas angolanos pelo mundo.
Fonte: Líder Magazine
