A Sociedade de Desenvolvimento da Barra do Dande (SDBD) assinou, nesta segunda-feira (20), em Luanda, dois protocolos de investimento avaliados em 900 milhões de dólares para a subconcessão e construção do Terminal Portuário da Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande. O acordo, celebrado com os consórcios Huatong Angola Industry e Berkshire Waterhouse Infrastructure Development, visa transformar a província do Bengo num centro logístico fundamental para a África Austral, com a previsão de gerar milhares de postos de trabalho directos.
Estrutura do Projecto e Prazos
O projecto de modernização será executado de forma faseada. Segundo Roque Saraiva, Presidente do Conselho de Administração da SDBD, o investimento divide-se em duas vertentes:
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Primeira Fase: Subconcessão do terminal portuário (450 milhões USD), com duração de 24 meses.
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Fases Seguintes: Infra-estruturas complementares (450 milhões USD), com conclusão prevista para o horizonte 2029/2030.
A subconcessão terá a duração de 25 anos, com possibilidade de renovação mediante os resultados e a viabilidade operacional verificada ao longo do contrato.
A infra-estrutura foi projectada para responder aos desafios da logística moderna, prevendo-se a recepção de navios com capacidade até 80 mil toneladas. Estima-se que o volume de negócios da operação ultrapasse os 10 mil milhões de dólares, impulsionando significativamente o Produto Interno Bruto (PIB) da região.
Zhang WenDong, PCA da Huatong Angola Industry, salientou que a actual limitação logística condiciona o escoamento da produção industrial. “O Terminal Portuário desempenhará um papel crucial no reforço do sistema regional de transportes e na valorização dos recursos costeiros”, referiu o responsável, apelando ao apoio institucional do Governo para a coordenação de rotas marítimas.
Fomento à Industrialização e Emprego
O impacto social é um dos pilares deste acordo. A Zona Franca da Barra do Dande foi concebida para criar cerca de 21 mil postos de trabalho. Actualmente, a Huatong Angola já opera no local com um Parque Industrial de Alumínio, que gerou 1.200 empregos directos desde Janeiro deste ano.
João Rufino, representante da Berkshire Waterhouse Infrastructure Development LTD, confirmou que os fundos serão libertados à medida que as aprovações institucionais forem concluídas. “Estamos preparados para avançar para a próxima fase assim que os avais estejam garantidos”, afirmou, destacando que o capital será aplicado em energia, estradas de acesso e infra-estruturas portuárias de ponta.
Fonte: Lusa
