Vinte e três projectos de empresas portuguesas vão injectar 330 milhões de dólares na Zona Económica Especial (ZEE) de Icolo e Bengo, criando mais de dois mil postos de trabalho para jovens angolanos, sobretudo nos sectores alimentar e farmacêutico.

A informação foi revelada pelo presidente do Conselho de Administração da ZEE, Manuel Pedro, durante a Feira Internacional de Luanda (FILDA) 2026, que decorre na província. Estes investimentos representam uma importante aposta na industrialização local e na diversificação da economia angolana, num contexto em que a criação de emprego qualificado é fundamental para as famílias que enfrentam desafios diários com o custo de vida.

Manuel Pedro sublinhou que a maioria dos 120 projectos actualmente em construção na ZEE são de origem portuguesa, o que demonstra a confiança dos investidores lusos no potencial da zona especial.

Os projectos concentram-se principalmente nos sectores alimentar e farmacêutico, áreas estratégicas que podem reduzir a dependência das importações e contribuir para a estabilização de preços no mercado interno, reflectindo-se positivamente no bolso das famílias angolanas.

A criação de mais de dois mil empregos representa uma lufada de ar fresco para os jovens da província de Icolo e Bengo e arredores, muitos dos quais procuram oportunidades no sector industrial. Estes postos de trabalho devem contribuir para o aumento do rendimento familiar e para a dinamização da economia provincial.

Perspectivas futuras da parceria Angola-Portugal

O responsável da ZEE reafirmou que o Conselho de Administração continuará a trabalhar para atrair mais investimentos portugueses, antevendo um futuro profícuo na relação económica bilateral, com ênfase no sector industrial.

“Vamos continuar a trabalhar para atrair mais investimentos”, garantiu Manuel Pedro, destacando a importância estratégica da ZEE como plataforma de desenvolvimento industrial próximo a Luanda.

A FILDA 2026 surge, mais uma vez, como o palco privilegiado para a apresentação de oportunidades concretas de investimento que fortalecem a economia nacional e aproximam os dois países lusófonos no plano económico.

Fonte: ANGOP

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