O Sector Empresarial Público (SEP) apresentou uma trajectória de crescimento e maior solidez patrimonial durante o exercício económico de 2025. A informação foi avançada esta terça-feira, 28 de Julho, em Luanda, por Ednilson Sousa, Chefe de Departamento de Acompanhamento das Empresas Públicas do IGAPE. Durante o Encontro do Sector Empresarial Público (ESEP), o responsável revelou que o resultado líquido agregado do sector cresceu 20% em termos homólogos, fixando-se em 949 mil milhões de kwanzas (aproximadamente 1,04 mil milhões de dólares).
Sonangol e Unitel lideram resultados
A performance do sector continua a ser fortemente impulsionada pela Sonangol, que reafirmou a sua posição de liderança ao fechar o ano com um resultado líquido de 862,40 mil milhões de kwanzas. No segmento das telecomunicações, a Unitel posicionou-se logo a seguir, com lucros de 158,40 mil milhões de kwanzas. O balanço positivo estendeu-se ainda a empresas como a Endiama, Porto de Luanda, Prodel e Angola Telecom, que integraram a lista das entidades com melhor desempenho.
O relatório apresentado pelo IGAPE aponta, contudo, um aumento de 6% nos custos com subsídios operacionais, que totalizaram 49 mil milhões de kwanzas. Segundo Ednilson Sousa, este incremento justifica-se pela necessidade de assegurar o reequilíbrio remuneratório em empresas estratégicas, com particular incidência nos órgãos de comunicação social públicos, nomeadamente a TPA, RNA, Edições Novembro, Angop e TV Zimbo.
Crescimento em dividendos e capitalizações
No que respeita ao retorno para o Estado, o SEP observou uma subida de 25% na entrega de dividendos, que saltaram de 53 mil milhões em 2024 para 75,6 mil milhões de kwanzas no último exercício. Paralelamente, as capitalizações registaram um salto expressivo de 90%, atingindo os 271,90 mil milhões de kwanzas, verba maioritariamente canalizada para o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) para reforçar as linhas de crédito à economia nacional.
O universo analisado compreendeu 79 empresas, após a exclusão de participações minoritárias do Estado em entidades como o Banco de Comércio Angola (BCA), Tosyali e Standard Bank. Das empresas seleccionadas, apenas uma não prestou contas tempestivamente.
Presente no evento, a Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, sublinhou que a boa gestão deve ser medida pela capacidade de criar valor económico e social. A governante defendeu que os recursos públicos devem ser geridos com “competência, disciplina e transparência”, estabelecendo a fiabilidade dos dados como pilar fundamental para decisões estratégicas mais inteligentes no futuro.
Fonte: O Telegrama
