O Governo de Angola passará a poupar 19 milhões de litros de combustível por ano, com a inauguração, esta terça-feira, do “Parque Fotovoltaico de Saurimo, Lunda Sul”, pelo Ministério da Energia e Águas (MINEA), soube-se hoje.

De acordo com uma nota de imprensa a que a ANGOP teve acesso esta segunda-feira, a utilização de energia eléctrica limpa vai igualmente evitar a emissão de mais de 68 mil toneladas de CO2 por ano.

Com uma potência instalada de 26.13 megawatts (MW), o parque vai produzir electricidade verde para abastecer 171 mil e 565 pessoas da província da Luanda Sul.

Esta acção consta do objectivo do Governo de Angola, identificado no plano “Energia Angola 2025”, que visa diversificar a matriz energética do país e ter cerca de 60 por cento da sua população rural com acesso a electricidade.

Orçado em 38,8 milhões de euros, a empreitada comporta um total de 44.850 painéis solares e vai produzir mais de 49.000 MWh/ano.

O informe adianta que para escoar esta energia será construída uma linha de média tensão de 15 kV que interligará o parque solar ao posto de seccionamento que estará preparado para as futuras ligações dos postos de seccionamento de Tchicumina, Nhama e a interligação da linha da Hidrochicapa.

O Parque Fotovoltaico de Saurimo faz parte de um conjunto de sete, com uma capacidade total de 370 MWp, nas províncias de Benguela, Huambo, Bié, Lunda-Norte (em Lucapa) e Moxico (em Luena), que deverão estar operacionais até ao final do corrente ano.

No seu conjunto, os sete parques solares foram desenvolvidos por um consórcio internacional composto pelas empresas Sun Africa e MCA, estando esta última com a componente de engenharia e com a respectiva construção, permitindo fornecer electricidade renovável e limpa a cerca de 2,4 milhões de angolanos, contribuindo ainda para a redução anual de emissões poluentes de cerca de um milhão de toneladas de CO2 (dióxido de carbono).

Os parques solares permitem também eliminar a necessidade de consumo de cerca de 1,4 milhões de litros de gasóleo em geradores e produção térmica, com efeitos fortemente poluentes, o que permitirá uma poupança significativa nos gastos com importação de combustíveis. Angop

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *